Guanandi (Calophyllum brasiliense Cambess.) é uma espécie nativa do Brasil da família Calophyllaceae. Também é conhecida como bálsamo-jacareúba, cedro-mangue, cedro-do-pântano, guanandi-amarelo, guanandi-carvalho, guanandi-poca e guanandi-cedro. Ocorre nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie secundária tardia e clímax. Prefere brasil, amazônia, norte de Santa Catarina, méxico, costa Rica, cuba, honduras, índias Ocidentais, jamaica, porto Rico, trinidad e Tobago, bolívia, colômbia, equador, guiana, paraguai, leste do Peru, suriname, venezuela e cursos de água. Ocorre em fitofisionomias como floresta Ombrófila Densa, floresta Estacional Semidecidual, várzeas, florestas alagadas e áreas úmidas. É encontrada entre 5 e 1.500 m de altitude.
Suas sementes são dispersas por morcegos, platyrrhinus lineatus, artibeus lituratus, macaco-bugio, alouatta fusca, aves e gralha-azul.
A semente é do tipo recalcitrante. Apresenta dormência combinada, superada com retirada total do endocarpo e tegumento, substrato papel a 30°C, sementes nuas, punctura no endocarpo, corte a 1/3 e meio WPM sem sacarose.
A necessidade hídrica é alta.
É indicada para madeireira, medicinal, recuperação de áreas degradadas, construção naval, silvicultura e melhoramento genético. Em projetos de restauração, recomenda-se recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, plantio em florestas naturais, propagação vegetativa, estaquia, brotações epicórmicas, pomares de sementes e produção de mudas.