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Sementes de caábiuna - Dalbergia nigra
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Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth.
Fabaceae

Sementes de caábiuna - Dalbergia nigra

Material
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Nomes comuns
caábiuna, cabeúna, cabiúna, cabiúna-branca, cabiúna-miúda, cabiúna-parda, cabiúna-preta, cabiúna-rajada
Classe sucessional
SECUNDARIA_TARDIA, CLIMAX
Velocidade de crescimento
RAPIDO
Sindrome de dispersao
ANEMOCORIA
Fontes de dados
REFLORA, MANUAL

Descrição da espécie

Curadoria Sementes Nativas

Grupo sucessional

  • É uma espécie de secundária tardia a climax. doc/313119

Habitat

  • É exclusiva da Floresta Ombrófila Densa, ou Floresta Atlântica, na Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. doc/313119
  • Foi estudada em plantios experimentais em Manaus e em linhas de enriquecimento de capoeira. doc/1111695

Distribuição / ocorrência

  • A ocorrência natural vai de 13 graus 15 minutos S na Bahia a 22 graus 50 minutos S em São Paulo. doc/1140088
  • Ocorre naturalmente entre 30 m de altitude no Espírito Santo e 1.700 m no Rio de Janeiro. doc/1140088

Fenologia

  • Floresce de setembro a novembro em Minas Gerais, outubro a novembro na Bahia e novembro a janeiro em São Paulo. doc/1140088
  • Os frutos amadurecem de maio a outubro no Espírito Santo, agosto a janeiro em São Paulo e setembro a dezembro em Minas Gerais. doc/1140088
  • Floresce e frutifica em intervalos de 2 a 3 anos no Espírito Santo. doc/1140088

Morfologia

  • É árvore perenifólia a semidecídua, geralmente com 15 a 25 m de altura e 15 a 45 cm de DAP. doc/313119
  • O fruto é uma sâmara plana, indeiscente, de 3 a 8 cm, geralmente com uma semente. doc/1140088

Usos

  • A madeira é usada na fabricação de móveis de luxo, folheados, pisos nobres e objetos decorativos. doc/1111695
  • É indicada para produção de madeira de boa qualidade. doc/1053769

Propagação / germinação

  • A germinação é fanerocotiledonar e epígea, ocorrendo cerca de 30 dias após a semeadura. doc/313119
  • A propagação vegetativa por estaquia apresentou resultados satisfatorios em plantios experimentais. doc/1111695

Solo

  • É leguminosa fixadora de nitrogênio; sob sua copa, o teor de fósforo do solo aumentou em pastagem. doc/597196
  • Na camada superficial, o solo sob sua copa apresentou aumento de 15% no carbono em relação a área sem árvores. doc/629860

Espécies associadas

  • A polinização é feita principalmente por abelhas e diversos insetos pequenos. doc/1140088
  • O capim Survenola recebeu nitrogênio reciclado da fixação por Dalbergia nigra, com transferência de até 37,7%. doc/629424

Outras informações

  • A exploração sem limites levou a espécie a ser incluída na lista da flora brasileira ameaçada de extinção. doc/313119
  • A madeira tem densidade de 0,75 a 1,22 g/cm3, textura fina, fácil trabalho e alta durabilidade. doc/1111695

Visão geral da espécie

Caábiuna (Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth.) é uma espécie nativa do Brasil da família Fabaceae. Também é conhecida como cabeúna, cabiúna, cabiúna-branca, cabiúna-miúda, cabiúna-parda, cabiúna-preta e cabiúna-rajada. Ocorre no bioma Mata Atlântica.

Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie secundária tardia e clímax. Prefere floresta Atlântica, linhas de enriquecimento de capoeira, plantios experimentais e sistemas silvipastoris. Ocorre em fitofisionomias como floresta Ombrófila Densa. É encontrada entre 30 e 1.700 m de altitude.

Pode chegar a 25 m de altura, com crescimento rápido.

Floresce janeiro, fevereiro, março, abril, maio, setembro, outubro, novembro e dezembro. Frutifica janeiro, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. É polinizada por abelhas e insetos pequenos.

A germinação ocorre entre 30 e 30 dias.

É fixadora de nitrogênio, enriquecendo o solo ao longo do tempo.

É indicada para madeireira, ornamental e restauração. Em projetos de restauração, recomenda-se linhas de enriquecimento de capoeira, plantios experimentais, consórcio com capim Survenola e consórcio com guaraná. Espaçamento sugerido: em Manaus foram testados espaçamentos de 2 m x 2 m, 3 m x 2 m, 4 m x 2 m e 3 m x 3 m; maior quantidade de plantas por unidade de área favoreceu fuste mais retilíneo e melhor desrama natural..

Identidade taxonomica

Nome científico
Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth.
Familia
Fabaceae
Gênero
Dalbergia
Status taxonomico
Nome aceito no Reflora
Rank
ESPECIE

Nomes e sinonimos

Nomes comuns (agregado)
caábiuna, cabeúna, cabiúna, cabiúna-branca, cabiúna-miúda, cabiúna-parda, cabiúna-preta, cabiúna-rajada, cabiúna-roxa, camborá, camburana, camburiuna, caviúna, caviúna-amarela, caviúna-preta, caviúna-rajada, caviúna-roxa, caviúna-violeta, jacarandá-cabiúna, caviúna-do-mato, jacarandá-atan, jacarandá-negro, jacarandá-rajado, jacarandá-roxo, jacarandá-una, jacarandá-verdadeiro, coviúna, graúna, imiraúna, jacarandá, jacarandá-branco, jacarandá-caviúna, jacarandá-coviúna, jacarandá-pitanga, jacarandá-preto, jacarandá-violeta, jacarandazinho, pau-preto, uraúna, jacarandá-caviuna
Nomes Reflora
jacarandá-caviuna, jacarandá-da-bahia, rosewood
Nomes Manual
caábiuna, cabeúna, cabiúna, cabiúna-branca, cabiúna-miúda, cabiúna-parda, cabiúna-preta, cabiúna-rajada, cabiúna-roxa, camborá, camburana, camburiuna, caviúna, caviúna-amarela, caviúna-preta, caviúna-rajada, caviúna-roxa, caviúna-violeta, jacarandá-cabiúna, caviúna-do-mato, jacarandá-atan, jacarandá-negro, jacarandá-rajado, jacarandá-roxo, jacarandá-una, jacarandá-verdadeiro, coviúna, graúna, imiraúna, jacarandá, jacarandá-branco, jacarandá-caviúna, jacarandá-coviúna, jacarandá-pitanga, jacarandá-preto, jacarandá-violeta, jacarandazinho, pau-preto, uraúna
Nome aceito
Não informado
Sinonimos
Pterocarpus niger Vell.

Distribuicao, origem e endemismo

UFs
PEPRCEPBSPALRJBAMGESSE
Origens
NATIVA
Endemismo
Endemica

Sinais legais e bases

Ameaçada (VU)

Vulnerável (Portaria MMA 148/2022). A semente pode ser ofertada; muda, madeira e planta viva permanecem restritas.

Base legal: Portaria MMA nº 148/2022 (Lei nº 9.985/2000)

Autorização ambiental (opcional)

Se a origem for coleta em UC/APP/RL, recomendamos anexar a autorização ambiental (SNUC/SISBio ou órgão estadual). O anexo é opcional — não é obrigatório para ofertar.

Base legal: Lei nº 9.985/2000 + Lei nº 12.651/2012; SISBio/ICMBio

CITES (madeira)

Espécie listada na CITES (Apêndice II). A restrição alcança a MADEIRA (Anotação #17): exportar madeira exige licença do IBAMA. Sementes em forma natural NÃO precisam de licença CITES; venda doméstica e exportação de sementes permitidas.

Base legal: Convenção CITES (Decreto nº 3.607/2000)

Germinação analisável

Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.

Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)

Nativa

Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.

Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)

RNC
Não informado publicamente

Fontes e referencias

Fontes de dados
REFLORA, MANUAL
Referencias extras
Alice doc/313119 — Caracterização morfológica da semente, plântula e muda de jacarandá-da-bahia. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/313119), Alice doc/597196 — Análise de fatores aplicada na avaliação da influência de leguminosas arbóreas, nas caract (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/597196), Alice doc/629424 — Transferência do N fixado por leguminosas arbóreas para o capim Survenola crescido em cons (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/629424), Alice doc/629860 — Influência da projeção das copas de espécies de leguminosas arbóreas nas características q (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/629860), Alice doc/1111695 — Comportamento do jacarandá-da-Bahia em plantios experimentais em Manaus, AM. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1111695), Alice doc/1140088 — Jacarandá-da-Bahia: Dalbergia nigra. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1140088)
Referencias Reflora
Não informado
Como citar
Filardi, F.L.R., Jordão, V.M.M., Cardoso, D.B.O.S., Lima, H.C. Dalbergia in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB22915>. Acesso em: 19 jun. 2026.
URL fonte
http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/listaBrasil/FichaPublicaTaxonUC/FichaPublicaTaxonUC.do?id=FB22915

Ecologia

Classe sucessional
SECUNDARIA_TARDIACLIMAX
Sombra
Não informado
Estrategias ecologicas
Não informado
Ambientes preferenciais
Floresta Atlânticalinhas de enriquecimento de capoeiraplantios experimentaissistemas silvipastoris
Biomas
Mata Atlântica
Fitofisionomias
Floresta Ombrófila Densa
Estresses
Não informado
Koppen
Não informado
Altitude mínima
30 m
Altitude maxima
1700 m

Solo e cultivo

Textura do solo
Não informado
pH mínimo
Não informado
pH máximo
Não informado
Necessidade de agua
Não informado
Drenagem
Não informado
Fertilidade
Não informado
Fixadora de nitrogenio
Sim
Associacao micorrizica
Não informado

Porte e crescimento

Porte
GRANDE_PORTE
Altura media
Não informado
Altura maxima
25 m
Copa
copa aberta
Velocidade
RAPIDO
Longevidade mínima
Não informado
Longevidade maxima
Não informado
Sistema radicular
Não informado

Dispersao e polinizacao

Sindrome de dispersao
ANEMOCORIA
Dispersores
Não informado
Tipos de fruto
sâmara
Polinizadores
abelhasinsetos pequenos
Atrai fauna
Sim
Tags de atracao
abelhas

Restauracao e plantio

Indicacoes de plantio
linhas de enriquecimento de capoeiraplantios experimentaisconsórcio com capim Survenolaconsórcio com guaraná
Espacamento
Em Manaus foram testados espaçamentos de 2 m x 2 m, 3 m x 2 m, 4 m x 2 m e 3 m x 3 m; maior quantidade de plantas por unidade de área favoreceu fuste mais retilíneo e melhor desrama natural.
Densidade por hectare
Não informado
Semeadura direta
Não informado
Taxa de estabelecimento
Não informado
Sensivel a formigas
Não informado
Precisa de protecao
Não informado
Tags de protecao
Não informado

Calendario fenologico

Floracao9 meses
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
Frutificacao9 meses
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
ColetaSem dados
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
Floracao
Janeiro, Fevereiro, Marco, Abril, Maio, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro
Frutificacao
Janeiro, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro
Coleta
Sem dados

Detalhes de fenologia e coleta

Indicadores de maturidade
Não informado
Janelas regionais
Não informado
Observacoes de coleta
Floresce de setembro a novembro em Minas Gerais, de outubro a novembro na Bahia, de outubro a maio no Espírito Santo e de novembro a janeiro em São Paulo; frutifica em intervalos de 2 a 3 anos no Espírito Santo.

Sementes

Sementes por kg
Não informado
Peso de mil sementes
Não informado
Tipo de semente
Não informado
Dormencia (tipo)
Não informado
Tags de dormencia
Não informado
Tratamentos pre-germinativos
Não informado
Dias mínimos para germinar
30
Dias maximos para germinar
30
Taxa de germinacao
Não informado
Viabilidade
Não informado
Pureza
Não informado
Umidade
Não informado
Armazenamento ideal
Não informado
Observacoes de armazenamento
Não informado

Usos

Categorias
madeireiraornamentalrestauração
Tags de uso
móveis de luxofolheadospisos nobresobjetos decorativosmadeira de alta durabilidaderecuperação do solofixação de nitrogênio

Conservação, risco e qualidade do dado

Status de conservação
Não informado
Endêmica
Não informado
Ameaçada
Sim
Risco de invasao
Não informado
Restricoes legais
Não informado
Completude
42
Confiabilidade
85
Ultima atualizacao manual
19/08/2026
Campos faltantes
Tolerância à sombraEstratégias ecológicasTolerâncias a estresseClima KöppenMeses de coleta (1-12)Indicadores de maturaçãoJanelas regionais de coletaSementes por kgPeso de mil sementes (g)Tipo de sementeTipo de dormênciaTags de dormênciaTaxa de germinação (%)Viabilidade (%)Pureza (%)Umidade da semente (%)Tratamentos pré-germinativosArmazenamento idealNotas de armazenamentoDispersoresTexturas de solopH mínimopH máximoNecessidade de águaPreferência de drenagemNível de fertilidadeAssociação micorrízicaAltura média (m)Longevidade anos mín.Longevidade anos máx.Tags de sistema radicularDensidade por haSemeadura diretaTaxa de estabelecimento (%)Sensível a formigasPrecisa de proteçãoTags de proteçãoEndêmicaRisco de invasãoRestrições legaisDescrição manual (HTML)
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