Jatobá-do-cerrado (Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne var. stigonocarpa) é uma espécie nativa do Brasil da família Fabaceae. Também é conhecida como Jataí-do-campo, Jataí-do-piauí, jatobá, Jatobá-capão, Jatobá-da-serra, Jatobá-de-caatinga e Jatobá-de-casca-fina. Ocorre nos biomas Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie secundária tardia. Prefere solos secos, bem drenados e de baixa fertilidade química, cerrado sentido restrito, cerradão, campo cerrado e campo sujo, ocasionalmente caatinga e floresta estacional (semi)decidual e ambientes ripários/fluviais. Ocorre em fitofisionomias como cerrado sentido restrito, cerradão, campo cerrado, campo sujo, caatinga, floresta Estacional Decidual, floresta Estacional Semidecidual e vegetação ripária/fluvial. Em relação à luz, desenvolve-se melhor sob pleno sol (heliófita). É encontrada entre 100 e 1.600 m de altitude.
Atinge em média 10 m de altura, podendo chegar a 20 m, com crescimento lento. Vive até cerca de 75 anos.
Floresce janeiro, fevereiro, março, abril, setembro, outubro, novembro e dezembro. Frutifica de abril a novembro. A coleta de sementes é indicada de julho a novembro. É polinizada por morcegos (Glossophaga soricina, platyrhinus lineatus e carollia perspicillata). Suas sementes são dispersas por aves (avifauna).
A semente é do tipo ortodoxa. Apresenta dormência física, superada com escarificação manual com lixa e na extremidade oposta ao eixo embrionário. A germinação ocorre entre 5 e 35 dias, com taxa média de 62,7%. Armazenamento: sementes ortodoxas: conservam-se bem em câmara fria (5-6°C) ou a -20°C em bancos de germoplasma convencionais (19 acessos conservados a longo prazo na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia). Em curto prazo, sementes armazenadas sem tratamento em sacos de papel à temperatura ambiente mantiveram boa capacidade de emergência (62,7%) por até 4 meses. A taxa de germinação varia de 7% a 86% dependendo do tempo e das condições de armazenamento pós-colheita e do uso de escarificação. Os frutos são resistentes, o que facilita transporte e armazenamento.
A necessidade hídrica é baixa.
É indicada para alimentício, medicinal, madeireiro, energético, apícola, paisagístico/ornamental, restauração ecológica e artesanal. Em projetos de restauração, recomenda-se recuperação de áreas degradadas, sistemas agroflorestais e silvipastoris, plantio misto a pleno sol associado a espécies pioneiras (melhor comportamento silvicultural), arborização urbana e não indicado para regiões com geadas frequentes. Espaçamento sugerido: plantio puro a pleno sol em espaçamento denso é viável; comportamento silvicultural é melhor em plantio misto a pleno sol associado a espécies pioneiras. Pode ser estabelecida por semeadura direta (muvuca).