Açoita-cavalo (Luehea divaricata Mart.) é uma espécie nativa do Brasil da família Malvaceae. Também é conhecida como açoita-cavalo-vermelho, açoita-cavalos, açoite-cavalo, ibitinga, ivantingui, vatinga e envireira-do-campo. Ocorre nos biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie pioneira e secundária inicial. Prefere áreas de preservação permanente, encostas íngremes, margens de rios, solos com encharcamento moderado, áreas com inundações periódicas de curta duração e florestas estacionais da Argentina e do Brasil. Ocorre em fitofisionomias como floresta Ombrófila Densa Atlântica, floresta Ombrófila Mista, floresta Estacional Semidecidual, florestas estacionais e gleissolo Melânico. É encontrada entre 30 e 1.400 m de altitude.
Atinge em média 15 m de altura, podendo chegar a 30 m.
Floresce janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e dezembro. Frutifica de abril a outubro. A coleta de sementes é indicada outubro e novembro. É polinizada por abelhas, apis mellifera e beija-flores.
Recomenda-se produção por sementes é dificultada pela maturação irregular, estaquia testada com AIB de 0 a 8000 mg/L e estacas de 10 a 15 cm com base mergulhada por 10 segundos antes da semeadura. A germinação ocorre entre 8 e 74 dias, com taxa média de 85%. Armazenamento: poder germinativo variável de 20% a 85%;em avaliação de 2003, a germinação em viveiro foi 24,3% após 100 dias, iniciando no décimo dia;estaquia não se mostrou tecnicamente viável, apesar de sobrevivência média de 29,2% na casa de sombra e 19,8% a pleno sol.
A necessidade hídrica é alta.
É indicada para recuperação de áreas degradadas, controle de voçorocas, revegetação de margens de rios, madeira, móveis, uso medicinal e sistemas agroflorestais. Em projetos de restauração, recomenda-se plantios em APP, encostas íngremes, margens de rios, solos encharcados, inundações periódicas curtas, controle de voçorocas e sistemas agroflorestais para recuperação de áreas degradadas.