Caviúna ou pau-ferro, árvore perenifólia e secundária tardia de grande porte, com sâmaras anemocóricas e polinização por abelhas e pequenos insetos. As fontes indicam ocorrência em florestas estacionais, capoeirão, floresta secundária, pastagens e afloramentos de calcário, além de uso madeireiro e plantio misto em restauração.

Sementes de caviúna - Machaerium scleroxylon
Descrição da espécie
Visão geral da espécie
Caviúna (Machaerium scleroxylon Tul.) é uma espécie nativa do Brasil da família Fabaceae. Também é conhecida como jacarandá-caviúna, jacarandá-verdadeiro, jacarandá-da-caatinga, pau-ferro-do-cerrão, caviúna-vermelha, caviúna-com-espinho e jacarandá-ferro. Ocorre nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie secundária tardia. Prefere floresta secundária, capoeirão, lugares abertos, pastagens, afloramentos de calcário, vale do Rio Paranã-GO, floresta Atlântica e vegetação nativa em Francisco Sá-MG. Ocorre em fitofisionomias como floresta Estacional Semidecidual, floresta Estacional Decidual, floresta Ombrófila Densa, capoeirão, floresta secundária, pastagens, afloramentos de calcário e transição Cerrado-Floresta Estacional Semidecidual. É encontrada entre 30 e 1.150 m de altitude.
Atinge em média 15 m de altura, podendo chegar a 30 m.
Floresce de outubro a dezembro. Frutifica de abril a dezembro. A coleta de sementes é indicada julho e agosto. É polinizada por abelhas e insetos pequenos. Suas sementes são dispersas por vento.
Cada quilo reúne aproximadamente 5.102 sementes. Armazenamento: em experimento de armazenamento, sementes foram mantidas em sacos de papel permeáveis; havia lotes testados logo após coleta, após 60-90 dias e após 14-15 meses. A umidade registrada para Machaerium scleroxylon foi 8,6% em setembro e 9,8% em novembro.
Desenvolve-se em solos de textura latossolo vermelho escuro, latossolo Roxo distrofico e afloramento de calcário. É fixadora de nitrogênio, enriquecendo o solo ao longo do tempo.
É indicada para madeireira, restauração, plantio misto, fins produtivos e estoque de carbono. Em projetos de restauração, recomenda-se plantio misto a pleno sol, associada a secundárias iniciais, plantio em linhas ou grupos, faixas abertas em vegetação secundária, semeadura direta em pastagens abandonadas e vegetação matricial arbórea. Pode ser estabelecida por semeadura direta (muvuca).
Quanto à conservação, está classificada como espécie rara e descontínua em vegetação secundária e pastagens.
Identidade taxonomica
Nomes e sinonimos
Distribuicao, origem e endemismo
Sinais legais e bases
Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.
Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)
Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.
Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)
Fontes e referencias
Ecologia
Solo e cultivo
Porte e crescimento
Dispersao e polinizacao
Restauracao e plantio
Calendario fenologico
- Floracao
- Outubro, Novembro, Dezembro
- Frutificacao
- Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro
- Coleta
- Julho, Agosto
Detalhes de fenologia e coleta
Sementes
Usos
Conservação, risco e qualidade do dado
Espécies relacionadas
Outras espécies próximas por gênero, família ou bioma para ampliar a descoberta técnica.
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