Mauritia flexuosa, o buriti, é uma palmeira nativa abundante da Amazônia e do Cerrado, associada a veredas, igapós, matas de galeria, brejos e outros ambientes úmidos. As janelas destacam polpa e óleo de alto valor alimentício, cosmético e farmacêutico, frutos com potencial de 57,5 kg ha-1 de óleo em savana de Roraima, sementes recalcitrantes com germinação lenta de 40 a 260 dias, uso de 3,2% de polpa em farinha de mandioca, resíduo de caule como substrato e óleo com potencial antifúngico.

Sementes de buriti - Mauritia flexuosa
Descrição da espécie
Visão geral da espécie
Buriti (Mauritia flexuosa L.f.) é uma espécie nativa do Brasil da família Arecaceae. Também é conhecida como buritizeiro, miriti, mariti, meriti, moriti, palmeira-buriti e palmeira-dos-brejos. Ocorre nos biomas Amazônia, Caatinga e Cerrado.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie de cobertura/colonizadora. Prefere acre, amapá, amazonas, rondônia, roraima, pará, mato Grosso, mato Grosso do Sul, goiás, distrito Federal, tocantins, minas Gerais, são Paulo, bahia, ceará, piauí, maranhão, bolívia, colômbia, equador, guianas, peru, suriname, venezuela, trinidad e Tobago, rio Preto da Eva-AM, bujari-AC e cruzeiro do Sul-AC. Ocorre em fitofisionomias como veredas, matas de galeria, igapós, igarapés, nascentes, brejos, campos limpos úmidos, matas ciliares, florestas de galeria, savanas de Roraima e áreas de várzea. É encontrada até 900 m de altitude.
Pode chegar a 20 m de altura.
A semente é do tipo recalcitrante. A germinação ocorre entre 40 e 260 dias, com taxa média de 72%. Armazenamento: sementes com 45,6% de umidade germinaram 82%; com 29,6% germinaram 66%; com 13,6% perderam completamente a germinação.
Desenvolve-se em solos de textura áreas inundadas, várzea e ambientes de drenagem deficiente. A necessidade hídrica é alta.
É indicada para polpa alimentícia, óleo culinário, óleo cosmético, óleo farmacêutico, farinha de mandioca enriquecida, artesanato com folhas e pecíolos, cobertura de casas e canoas, substrato de caule decomposto, controle antifúngico, prospecção antimalárica e alimentação de tracajá. Em projetos de restauração, recomenda-se manejar buritizais de áreas úmidas de forma sustentável, evitar dessecação de sementes para propagação, usar resíduo de caule decomposto como substrato regional, monitorar óleo para padrões físico-químicos antes de uso cosmético e avaliar óleo como alternativa de baixo potencial poluente contra fitopatógenos.
Identidade taxonomica
Nomes e sinonimos
Distribuicao, origem e endemismo
Sinais legais e bases
Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.
Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)
Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.
Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)
Fontes e referencias
Ecologia
Solo e cultivo
Porte e crescimento
Dispersao e polinizacao
Restauracao e plantio
Calendario fenologico
Detalhes de fenologia e coleta
Sementes
Usos
Conservação, risco e qualidade do dado
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