Mimosa bimucronata, o maricá, é descrita como espécie pioneira, agressiva e usada em recuperação ambiental, ocorrendo de solos úmidos ou brejosos a terrenos rochosos e pedregosos. As fontes registram fl oração de dezembro a maio conforme o estado, frutificação de abril a julho, dispersão autocórica, altitude de 2 a 1500 m e tecnologia de sementes com água a 80 °C por 18 h, germinação a 25 °C e conservação por 12 meses em embalagens/ambientes indicados.

Sementes de alagadiço - Mimosa bimucronata
Descrição da espécie
Visão geral da espécie
Alagadiço (Mimosa bimucronata (DC.) Kuntze) é uma espécie nativa do Brasil da família Fabaceae. Também é conhecida como amorosa, angiquinho, arranha-gato, espinheira, espinheiro, espinheiro-de-cerca e espinheiro-de-maricá. Ocorre nos biomas Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie pioneira. Prefere solos úmidos ou brejosos, terrenos mal drenados, afloramentos rochosos ou pedregosos, áreas degradadas por mineração, viveiro florestal e margem do rio São Francisco. Ocorre em fitofisionomias como floresta Ombrófila Densa, floresta Estacional Semidecidual, vegetação ciliar, associações secundárias litorâneas, terraço fluvial, dique e depressão inundável. Em relação à luz, desenvolve-se melhor sob pleno sol (heliófita). É encontrada entre 2 e 1.500 m de altitude.
Pode chegar a 15 m de altura, com crescimento rápido.
Floresce janeiro, fevereiro, março, abril, maio e dezembro. Frutifica de abril a julho. É polinizada por abelhas e insetos pequenos.
Apresenta dormência física, superada com imersão das sementes em água a 80 °C seguida de repouso por 18 horas, germinação em papel toalha, papel mata-borrão e areia ou vermiculita a 25 °C.
Desenvolve-se em solos de textura solos úmidos, solos brejosos, terrenos mal drenados, afloramentos rochosos, substrato degradado por xisto pirobetuminoso, neossolos Flúvicos, cambissolos Háplicos e argissolo Vermelho-Amarelo. É fixadora de nitrogênio, enriquecendo o solo ao longo do tempo.
É indicada para recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, recomposição de ecossistemas, fixação de nitrogênio, lenha, biomassa verde e sequestro de carbono. Em projetos de restauração, recomenda-se programas de recuperação ambiental, recuperação de área degradada por mineração, reflorestamento com leguminosas, uso em áreas suscetíveis à erosão e plantio em covas de 0,30 x 0,30 x 0,30 m. Espaçamento sugerido: 2,0 x 2,0 m em experimento com lodo de esgoto; 0,30 x 0,30 x 0,30 m para covas.
Identidade taxonomica
Nomes e sinonimos
Distribuicao, origem e endemismo
Sinais legais e bases
Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.
Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)
Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.
Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)
Fontes e referencias
Ecologia
Solo e cultivo
Porte e crescimento
Dispersao e polinizacao
Restauracao e plantio
Calendario fenologico
- Floracao
- Janeiro, Fevereiro, Marco, Abril, Maio, Dezembro
- Frutificacao
- Abril, Maio, Junho, Julho
- Coleta
- Sem dados
Detalhes de fenologia e coleta
Sementes
Usos
Conservação, risco e qualidade do dado
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