Mimosa caesalpiniifolia, o sabiá, é uma Fabaceae nativa e endêmica do Brasil, associada à Caatinga e ao semiárido. As fontes registram fl oração em março e abril, porte de 4 a 8 m, crescimento rápido, sementes duras com dormência tegumentar superada por água fervente por 1 minuto, alta aptidão para madeira, estacas, forragem, meliponicultura e recuperação de áreas degradadas. Também há recomendações de P2O5, esterco ovino, manejo silvipastoril e dados de carbono/serapilheira.

Sementes de sabiá - Mimosa caesalpiniifolia
Descrição da espécie
Visão geral da espécie
Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia Benth.) é uma espécie da família Fabaceae. Também é conhecida como unha-de-gato, angiquinho-sabiá e sansão-do-campo. Ocorre no bioma Caatinga.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie pioneira. Prefere nordeste do Brasil, maranhão, piauí, ceará, paraíba, pernambuco, rio Grande do Norte, minas Gerais, rio de Janeiro, bahia, amazonas, pará, distrito Federal e são Paulo. Ocorre em fitofisionomias como semiárido, sistemas lavoura-floresta, sistemas silvipastoris, planossolo, planossolo Háplico, áreas degradadas, pastagem degradada e caatinga. Em relação à luz, desenvolve-se melhor sob pleno sol (heliófita). É encontrada entre 18 e 365 m de altitude.
Atinge em média 6,7 m de altura, podendo chegar a 8 m, com crescimento rápido.
Floresce março e abril. É polinizada por apis mellifera, melipona fasciculata, melipona subnitida, melipona scutellaris, scaptotrigona aff. postica e trigona spinipes.
Apresenta dormência física, superada com imersão em água fervente por 1 minuto e propagação vegetativa por estacas com enraizamento relativamente baixo.
Desenvolve-se em solos de textura planossolo, planossolo Háplico, solos degradados, baixa fertilidade natural, solo degradado por mineração e baixos teores de fósforo. É fixadora de nitrogênio, enriquecendo o solo ao longo do tempo.
É indicada para madeira, estacas, mourões, caibros, cerca viva, quebra-vento, lenha, carvão, forragem, melífera, planta apícola, recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, sistema silvipastoril, adubação verde e sequestro de carbono. Em projetos de restauração, recomenda-se 29 g de P2O5 na cova e 47 g de P2O5 por planta após o primeiro ano em solos pobres em fósforo, esterco ovino de 0 a 12 kg por planta no primeiro ano e doses dobradas no segundo, corte de uniformização a 10 cm, preservar dois fustes por planta para maior retorno econômico e plantio em áreas degradadas e reflorestamento. Espaçamento sugerido: 4 m2/planta em povoamentos de Seropédica; 3 x 3 m no Campo Experimental de Bebedouro; covas de 30 x 30 x 30 cm; corte de uniformização a 10 cm.
É endêmica do Brasil, ocorrendo naturalmente apenas em território nacional.
Identidade taxonomica
Nomes e sinonimos
Distribuicao, origem e endemismo
Sinais legais e bases
Este produto não pode ser comercializado para esta espécie/origem (proteção legal específica).
Base legal: Proteção específica aplicável + Lei nº 9.605/1998
Fontes e referencias
Ecologia
Solo e cultivo
Porte e crescimento
Dispersao e polinizacao
Restauracao e plantio
Calendario fenologico
- Floracao
- Marco, Abril
- Frutificacao
- Sem dados
- Coleta
- Sem dados
Detalhes de fenologia e coleta
Sementes
Usos
Conservação, risco e qualidade do dado
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