Mimosa tenuiflora, a jurema-preta, é uma Fabaceae pioneira da Caatinga, xerófita e resistente à seca, usada para lenha, carvão, forragem, restauração, medicina popular e meliponicultura. As fontes registram altitude de 10 a 900 m, fl oração de julho a fevereiro conforme a região, frutos de dezembro a abril, dispersão autocórica/barocórica, frutos com 4 a 6 sementes e sementes de 3 a 4 mm. Há ainda dados de crescimento anual correlacionado à precipitação, estrutura populacional, forragem, carvão/ácidos húmicos e plantio direto em áreas em recuperação.

Sementes de calumbi - Mimosa tenuiflora
Descrição da espécie
Visão geral da espécie
Calumbi (Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir.) é uma espécie nativa do Brasil da família Fabaceae. Também é conhecida como espinheiro-preto, jurema, jurema-preta, cuji cabrena, ocozoteque, carbonal e cabrera. Ocorre nos biomas Caatinga e Cerrado.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie pioneira. Prefere alagoas, bahia, ceará, paraíba, pernambuco, piauí, rio Grande do Norte, sergipe, minas Gerais, pará, colômbia, el Salvador, honduras, méxico e venezuela. Ocorre em fitofisionomias como savana-Estépica, caatinga do Sertão Árido, floresta tropical seca sazonal, vegetação caducifólia espinhosa, caatinga raleada e enriquecida e formações secundárias de várzeas. Em relação à luz, desenvolve-se melhor sob pleno sol (heliófita). É encontrada entre 10 e 900 m de altitude.
Pode chegar a 8 m de altura, com crescimento rápido.
Floresce janeiro, fevereiro, julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. Frutifica janeiro, fevereiro, março, abril e dezembro. É polinizada por abelhas, insetos pequenos, apis mellifera, melipona subnitida, melipona scutellaris, tetragonisca angustula e trigona spinipes.
Recomenda-se sementes previamente escarificadas, semeadura em canteiros a pleno sol com substrato arenoso e plantio direto em covas ou a lanço em áreas em recuperação antes da semeadura.
Desenvolve-se em solos de textura solos profundos, solos alcalinos, solos de boa fertilidade, várzeas com bom teor de umidade, substrato arenoso e solos pobres ou degradados do semiárido.
É indicada para lenha, carvão vegetal, mourões, estacas, peças de resistência, móveis rústicos, forragem, alimento para ruminantes, medicina popular, restauração de áreas degradadas, manejo florestal, ácidos húmicos e melífera. Em projetos de restauração, recomenda-se manejo para madeira energética deve considerar anos secos anteriores, plantio direto em covas ou a lanço em áreas recuperadas, plantio em consórcio indicado por associação com Cnidosculus phyllacanthus, tabebuia spongiosa e Caesalpinia mycrophylla e caatinga raleada e enriquecida para forragem. Pode ser estabelecida por semeadura direta (muvuca).
Identidade taxonomica
Nomes e sinonimos
Distribuicao, origem e endemismo
Sinais legais e bases
Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.
Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)
Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.
Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)
Fontes e referencias
Ecologia
Solo e cultivo
Porte e crescimento
Dispersao e polinizacao
Restauracao e plantio
Calendario fenologico
- Floracao
- Janeiro, Fevereiro, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro
- Frutificacao
- Janeiro, Fevereiro, Marco, Abril, Dezembro
- Coleta
- Sem dados
Detalhes de fenologia e coleta
Sementes
Usos
Conservação, risco e qualidade do dado
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