Pau-de-balsa, arvore pioneira e de crescimento rapido da Amazonia e das Americas tropicales, conhecida pela madeira extremamente leve. As fontes documentam floracao de abril a agosto, frutificacao de junho a outubro, sementes plumosas dispersas pelo vento, polinizacao por morcegos, germinacao favorecida por agua fervente, plantios comerciais em Mato Grosso, uso em madeira leve, laminados, artesanato, isolamento e recuperacao de areas degradadas.

Sementes de pau-de-balsa - Ochroma pyramidale
Descrição da espécie
Visão geral da espécie
Pau-de-balsa (Ochroma pyramidale (Cav. ex Lam.) Urb.) é uma espécie nativa do Brasil da família Malvaceae. Também é conhecida como balsa, balsa wood, pau-de-jangada, algodoeiro-bravo, paco-paco, topa e algodoeiro. Ocorre no bioma Amazônia.
Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie pioneira. Prefere silvicultura em Mato Grosso, guaranta do Norte, nova Canaa do Norte, baixadas amazonicas e sistemas ILPF. Ocorre em fitofisionomias como florestas primárias, florestas secundárias, margens de rios de igapo, baixas altitudes amazonicas e ecótono Cerrado-Amazônia. Em relação à luz, desenvolve-se melhor sob pleno sol (heliófita). É encontrada entre 10 e 180 m de altitude.
Pode chegar a 30 m de altura, com crescimento rápido.
Floresce de abril a agosto. Frutifica de junho a outubro. A coleta de sementes é indicada de junho a outubro. É polinizada por morcegos, eonycteris spelaea, sturnira lilium, phyllostomus discolor, glossophaga soricina e artibeus jamaicensis. Suas sementes são dispersas por vento e pluma aderida as sementes.
Apresenta dormência física, superada com papel de filtro a 30 C apos imersao em agua fervente por 4 minutos, escarificação mecânica, embebicao em agua oxigenada e escarificacao manual seguida de imersao em agua por 6 horas.
Desenvolve-se em solos de textura latossolo Vermelho-Amarelo distrófico e solo no ecotono Cerrado-Amazonia.
É indicada para madeira, recuperação de áreas degradadas, silvicultura, industria nautica, industria aeronautica, artesanato, movelaria, fins medicinais, sequestro de carbono e ilpf. Em projetos de restauração, recomenda-se plantios comerciais para madeira, recuperação de áreas degradadas, sistemas ILPF no bioma Amazonia, selecao de matrizes para propagacao vegetativa, adubacao e espacamento em povoamento homogeneo e reflorestamento para estoque de carbono. Espaçamento sugerido: 2 m x 2 m; 3 m x 2 m; 3 m x 3 m em ensaio de adubacao; plantios comerciais em 3 x 3 m; balsa em linha tripla em sistema ILPF.
Identidade taxonomica
Nomes e sinonimos
Distribuicao, origem e endemismo
Sinais legais e bases
Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.
Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)
Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.
Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)
Fontes e referencias
Ecologia
Solo e cultivo
Porte e crescimento
Dispersao e polinizacao
Restauracao e plantio
Calendario fenologico
- Floracao
- Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto
- Frutificacao
- Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro
- Coleta
- Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro
Detalhes de fenologia e coleta
Sementes
Usos
Conservação, risco e qualidade do dado
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