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Sementes de ucuúba - Virola sebifera
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Virola sebifera Aubl.
Myristicaceae

Sementes de ucuúba - Virola sebifera

Material
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Nomes comuns
ucuúba, bicuíba, ucuúba-do-cerrado, ucuúba-vermelha, virola, pindaíba-roxa, árvore-de-sebo, café-do-mato
Classe sucessional
SECUNDARIA_TARDIA
Velocidade de crescimento
Não informado
Sindrome de dispersao
ZOOCORIA
Fontes de dados
REFLORA, MANUAL

Descrição da espécie

Curadoria Sementes Nativas

Grupo sucessional

  • Espécie arbustiva a arbórea, de comportamento sempre-verde ou semidecíduo, com mudança foliar e brotação contínua ao longo do ano. doc/1140268

Habitat

  • Ocorre em florestas naturais primárias e secundárias, sendo encontrada em mata de galeria e bosques tropicais úmidos. doc/1092806
  • Encontrada em bosques naturales muito úmidos premontanos de Costa Rica. doc/353105

Distribuição / ocorrência

  • Nomes vulgares por estado: Amazonas (ucuúba), Distrito Federal (bicuíba, ucuúba-do-cerrado, ucuúba-vermelha, virola), Goiás (pindaíba-roxa), Maranhão (ucuúba), Mato Grosso (ucuúba-do-cerrado), Minas Gerais, São Paulo e Tocantins. doc/1140268
  • Distribuição na América do Sul: Bolívia (sangue de toro), Colômbia (sota amarilla), Equador (chalviande), Peru (cumala) e Venezuela (virola). doc/1140268
  • Espécie ocorre na Amazônia, prioritária para conservação genética in situ. doc/182801

Fenologia

  • Floração durante todo o ano, concentrando-se de setembro a abril no Distrito Federal, dezembro a maio em Minas Gerais, janeiro a abril em Goiás. doc/1140268
  • Maior sincronização intersexual de floração com período concentrado em épocas menos chuvosas. doc/353103
  • Frutificação de fevereiro a março no Distrito Federal e maio a outubro em Minas Gerais e São Paulo. doc/1140268
  • Frutificação mais extendida em comparação a espécies congêneres, conferindo período de disseminação de sementes mais prolongado. doc/353103

Morfologia

  • Árvores maiores atingem até 35 m de altura e 130 cm de DAP, sendo encontrada também como arbusto com 1 m de altura. doc/1140268
  • Tronco tortuoso, fuste acanalado na base com sapopemas pobremente desenvolvidas. doc/1140268
  • Ramificação dicotômica, copa irregular formada por largos ramos horizontais distintamente verticilados. doc/1140268
  • Casca externa marrom a pardo-escura, finamente fissurada; casca interna rosada passando a roxo-escura quando exposta ao ar. doc/1140268
  • Folhas simples, alternas, lâmina foliar coriácea veludosa-ferrugínea, oblonga ou elíptica, medindo 15-30 cm. doc/1140268

Usos

  • Espécie com importância econômica e sócio-econômica para a região amazônica, considerada prioritária para conservação in situ. doc/182801

Propagação / germinação

  • Sementes pequenas com lento início de germinação e germinação dispersa ao longo do tempo. doc/353103
  • Sementes de comportamento recalcitrante: intolerantes à desidratação e ao armazenamento em baixas temperaturas. doc/1186901
  • Dispersão de frutos e sementes é zoocórica, realizada principalmente por aves (tucanos e jacus). doc/1140268

Espécies associadas

  • Polinizadores e dispersores: tucanos (Ramphastus spp.) e jacus (Penelope sp.) dispersam os frutos. doc/1140268
  • Pragas: gêneros de psilídeos Caradocia (10 indivíduos) e Diclidophlebia (5 indivíduos) foram coletados em ucuúba. doc/1022815

Outras informações

  • Internacionalmente conhecida como virola. Localmente: ucuúba, bicuíba, pindaíba-roxa, árvore-de-sebo, café-do-mato, pau-de-sebo. doc/1140268
  • Nome genérico Virola vem do nome vulgar usado pelos índios Sinerami da Guiana Francesa. Epíteto específico sebifera significa que produz cera ou sebo. doc/1140268
  • Maior longevidade em relação a espécies congêneres; brinzales encontrados em microsítios menos iluminados, indicando adaptação ao sotobosque. doc/353103
  • Família Myristicaceae, ordem Magnoliales, clado Magnoliídeas. Sinonímia: Myristica sebifera, Myristica mocoa, Virola boliviensis, Virola warburgii. doc/1140268

Visão geral da espécie

Ucuúba (Virola sebifera Aubl.) é uma espécie nativa do Brasil da família Myristicaceae. Também é conhecida como bicuíba, ucuúba-do-cerrado, ucuúba-vermelha, virola, pindaíba-roxa, árvore-de-sebo e café-do-mato. Ocorre nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.

Na sucessão ecológica, comporta-se como espécie secundária tardia. Prefere sub-bosque, florestas primárias, florestas secundárias e bosques tropicais úmidos. Ocorre em fitofisionomias como mata de galeria. Em relação à luz, desenvolve-se melhor sob meia sombra. É encontrada entre 150 e 630 m de altitude.

Pode chegar a 35 m de altura.

Floresce de janeiro a dezembro. Frutifica fevereiro, março, maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro. Suas sementes são dispersas por tucanos (Ramphastus spp.) e jacus (Penelope sp.).

A semente é do tipo recalcitrante. Armazenamento: sementes recalcitrantes: intolerantes à desidratação e à exposição a baixas temperaturas (5°C, 10°C, 15°C) e subzero (-20°C, -196°C); perdem viabilidade quando armazenadas sob refrigeração/congelamento.

A necessidade hídrica é alta.

É indicada para produção de óleo/sebo das sementes. Em projetos de restauração, recomenda-se recuperação de mata de galeria e conservação genética in situ (Amazônia).

Identidade taxonomica

Nome científico
Virola sebifera Aubl.
Familia
Myristicaceae
Gênero
Virola
Status taxonomico
Nome aceito no Reflora
Rank
ESPECIE

Nomes e sinonimos

Nomes comuns (agregado)
ucuúba, bicuíba, ucuúba-do-cerrado, ucuúba-vermelha, virola, pindaíba-roxa, árvore-de-sebo, café-do-mato, pau-de-sebo, pindaibão, sebosa, vermelhão, bicuyba-preta, tawa, ucuúba-preta, ucuuba-punã
Nomes Reflora
bicuyba-preta, tawa, ucuúba, ucuúba-preta, ucuuba-punã
Nomes Manual
ucuúba, bicuíba, ucuúba-do-cerrado, ucuúba-vermelha, virola, pindaíba-roxa, árvore-de-sebo, café-do-mato, pau-de-sebo, pindaibão, sebosa, vermelhão
Nome aceito
Não informado
Sinonimos
Myristica cordifolia Mart. ex A.DC., Myristica fulva King, Myristica mocoa A.DC., Myristica panamensis Hemsl., Myristica sebifera (Aubl.) Sw., Myristica sebifera var. cordifolia A.DC., Myristica sebifera var. curvinervia A.DC., Myristica virola Raeusch., Palala mocoa (A.DC.) Kuntze, Palala sebifera (Aubl.) Kuntze, Virola boliviensis Warb., Virola panamensis (Hemsl.) Warb., Virola peruviana var. tomentosa Warb., Virola sebifera var. curvinervia Warb., Virola theiodora (Spruce ex Benth.) Warb., Virola venezuelensis Warb., Virola warburgii Pittier

Distribuicao, origem e endemismo

UFs
RORRGODFMTMGSPMSACTORJAPBAAMPAMA
Origens
NATIVA
Endemismo
Não endemica

Sinais legais e bases

Germinação analisável

Espécie com metodologia oficial de análise de sementes publicada pelo MAPA.

Base legal: IN MAPA nº 17/2017 (RAS)

Nativa

Espécie registrada como nativa na Flora e Funga do Brasil.

Base legal: Flora e Funga do Brasil (JBRJ/Reflora)

RNC
Não informado publicamente

Fontes e referencias

Fontes de dados
REFLORA, MANUAL
Referencias extras
Alice doc/182801 — Áreas prioritárias na amazônia para conservação dos recursos genéticos de espécies florest (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/182801), Alice doc/353103 — Contrastes entre la regeneración de Virola sebifera Aubl. e Virola koschnyi Warb en dos bo (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/353103), Alice doc/353105 — La fenologia de Virola sebifera Aubl. en dos bosques naturales de Costa Rica. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/353105), Alice doc/1000043 — Ocorrência de psilídeos em plantios florestais experimentais e na vegetação nativa na Embr (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1000043), Alice doc/1022815 — Ocorrência de Psilídeos em plantios florestais experimentais e em vegetação nativa. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1022815), Alice doc/1047275 — Monitoramento preliminar de psilídeos em plantios florestais experimentais e na vegetação (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1047275), Alice doc/1092806 — Caracterização florística, fitossociológica e regeneração natural do sub-bosque da reserva (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1092806), Alice doc/1140268 — Ucuúba-do-Cerrado: Virola sebifera. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1140268), Alice doc/1186901 — Avaliação do comportamento de sementes de espécies do cerrado para fins de conservação. (https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1186901)
Referencias Reflora
Não informado
Como citar
Oliveira, S.M. Virola in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB19793>. Acesso em: 19 jun. 2026.
URL fonte
http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/listaBrasil/FichaPublicaTaxonUC/FichaPublicaTaxonUC.do?id=FB19793

Ecologia

Classe sucessional
SECUNDARIA_TARDIA
Sombra
MEIA_SOMBRA
Estrategias ecologicas
Regeneração tolerante à sombra em relação a espécie congênereFrutificação prolongada/dispersão de sementes mais longaMaior longevidade em relação a espécies congêneres
Ambientes preferenciais
Sub-bosqueflorestas primáriasflorestas secundáriasBosques tropicais úmidos
Biomas
AmazôniaCerradoMata Atlântica
Fitofisionomias
mata de galeria
Estresses
Não informado
Koppen
Não informado
Altitude mínima
150 m
Altitude maxima
630 m

Solo e cultivo

Textura do solo
Não informado
pH mínimo
Não informado
pH máximo
Não informado
Necessidade de agua
ALTA
Drenagem
Não informado
Fertilidade
Não informado
Fixadora de nitrogenio
Não informado
Associacao micorrizica
Não informado

Porte e crescimento

Porte
GRANDE_PORTE
Altura media
Não informado
Altura maxima
35 m
Copa
copa irregularRamos horizontais verticiladosramificação dicotômica
Velocidade
Não informado
Longevidade mínima
Não informado
Longevidade maxima
Não informado
Sistema radicular
Sapopemas pouco desenvolvidasFuste acanalado na base

Dispersao e polinizacao

Sindrome de dispersao
ZOOCORIA
Dispersores
Tucanos (Ramphastus spp.)Jacus (Penelope sp.)
Tipos de fruto
Não informado
Polinizadores
Não informado
Atrai fauna
Sim
Tags de atracao
avesTucanosJacus

Restauracao e plantio

Indicacoes de plantio
Recuperação de mata de galeriaConservação genética in situ (Amazônia)
Espacamento
Não informado
Densidade por hectare
Não informado
Semeadura direta
Não informado
Taxa de estabelecimento
Não informado
Sensivel a formigas
Não informado
Precisa de protecao
Não informado
Tags de protecao
Não informado

Calendario fenologico

Floracao12 meses
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
Frutificacao8 meses
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
ColetaSem dados
J
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
Floracao
Janeiro, Fevereiro, Marco, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro
Frutificacao
Fevereiro, Marco, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro
Coleta
Sem dados

Detalhes de fenologia e coleta

Indicadores de maturidade
Não informado
Janelas regionais
Distrito Federal: colheita fev-marMinas Gerais/São Paulo: colheita mai-outRondônia: colheita em jul
Observacoes de coleta
Frutificação e maturação variam por região: Distrito Federal (fev-mar), Minas Gerais e São Paulo (mai-out), Rondônia (jul); a coleta deve acompanhar o calendário regional de frutificação.

Sementes

Sementes por kg
Não informado
Peso de mil sementes
Não informado
Tipo de semente
RECALCITRANTE
Dormencia (tipo)
Não informado
Tags de dormencia
Não informado
Tratamentos pre-germinativos
Não informado
Dias mínimos para germinar
Não informado
Dias maximos para germinar
Não informado
Taxa de germinacao
Não informado
Viabilidade
Não informado
Pureza
Não informado
Umidade
Não informado
Armazenamento ideal
Ambiente (não refrigerado)Evitar baixas temperaturas
Observacoes de armazenamento
Sementes recalcitrantes: intolerantes à desidratação e à exposição a baixas temperaturas (5°C, 10°C, 15°C) e subzero (-20°C, -196°C); perdem viabilidade quando armazenadas sob refrigeração/congelamento.

Usos

Categorias
Produção de óleo/sebo das sementes
Tags de uso
Não informado

Conservação, risco e qualidade do dado

Status de conservação
Não informado
Endêmica
Não
Ameaçada
Não informado
Risco de invasao
Não informado
Restricoes legais
Não informado
Completude
44
Confiabilidade
85
Ultima atualizacao manual
19/08/2026
Campos faltantes
Tolerâncias a estresseClima KöppenMeses de coleta (1-12)Indicadores de maturaçãoSementes por kgPeso de mil sementes (g)Tipo de dormênciaTags de dormênciaGerminação dias mín.Germinação dias máx.Taxa de germinação (%)Viabilidade (%)Pureza (%)Umidade da semente (%)Tratamentos pré-germinativosTipos de frutoPolinizadoresTexturas de solopH mínimopH máximoPreferência de drenagemNível de fertilidadeFixadora de nitrogênioAssociação micorrízicaAltura média (m)Velocidade de crescimentoLongevidade anos mín.Longevidade anos máx.Tags de usoEspaçamentoDensidade por haSemeadura diretaTaxa de estabelecimento (%)Sensível a formigasPrecisa de proteçãoTags de proteçãoAmeaçadaRisco de invasãoRestrições legaisDescrição manual (HTML)

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